Arcos de Opinião
Marques Pereira - 26 de Novembro 2006, edição 1405
A aliança estratégica entre a inveja e a mediocridade impedem o desenvolvimento de Portugal. –António Guterres, ex-PM e actual Alto Comissário da ONU para os Refugiados (ACNUR).
FERNANDO CABODEIRA “DÁ LÍNGUA” ESPANHOLA a jovens alto-minhotos, na maioria licenciados, em Viana do Castelo, como delegado do Instituto Português da Juventude e apoiado pela União Europeia. É um curso útil para entrar nas universidades espanholas e para quem se vê obrigado a ir trabalhar e fazer a vida em Espanha, aqui mesmo ao lado de nós.
COMO CHEGAR ALÉM DOS 100 ANOS NO ALTO MINHO? O courense Emílio Barreiro disse que o segredo de chegar a uma vida além de uma centena de anos foi nunca querer mulher para viver com ele.”Uma mulher em casa durante todo o tempo faz um homem velho”, in JN. Em criança comia migas, caldo gordo e sopas de pão com café. Na sua pobre casa, só por vezes o caldo tinha direito a uma cebola ou a um ovo. Hoje vive no Lar da Misericórdia de Paredes de Coura, partilhando um quarto com um idoso de 96 anos. Deus pregou-lhe uma partida: nunca quis uma mulher em casa e agora tem de viver com um homem num quarto. Deixo no ar esta questão que me foi posta por um arcuense que vai completar 90 anos no próximo ano: por que motivo os que mais fome passaram estão a viver mais anos? E não havia diabéticos, hipertensos, obesos e anoréxicas. Que “bons tempos” aqueles em que era ”muito ruim viver com um Salazar”, que nos matava a fome com cantigas, pais-nossos, avé-marias, missas, procissões, romarias, promessas de ir para o céu e folclore…
JORNALISTAS TÊM O “SIGILO PROFISSIONAL EM RISCO” e a jornalista Helena de Sousa Freitas, da agência noticiosa portuguesa Lusa S.A., escreveu um livro com este título. A 1ª. edição esgotou após a saída no passado fim-de-semana. A sua leitura é útil a quem faz Jornalismo e elucidativo para os leitores de jornais, pois estamos no meio desta perigosa e ruinosa situação para a Liberdade de expressão e para a Democracia. Este livro refere-se ainda à perseguição, julgamento, condenação e absolvição de um grande jornalista do Alto Minho. Brevemente vai sair uma 2ª edição desta obra de combate a uma censura de novos métodos mas ainda com muitos de 1973.
PORTUGUESES ESTÃO A EMIGRAR MAIS e os países da Europa, com destaque para a Suiça e Luxemburgo, tem sido o destino mais procurado. França continua a ser quem mais imigrantes portugueses possui (665 mil, com entrada de sete mil em 2004), seguida da Inglaterra (400 mil) e Alemanha (117 mil). Há milhares de portugueses a mudar de nacionalidade nos países que os recebem. Há que abrir bem os olhos, ver e ter coragem para aceitar que Portugal é um país que a poucos portugueses dá uma esperança de vida aceitável nos tempos em que vivemos, pelo que é uma decisão acertada ir procurar uma vida melhor noutros países que pagam bem e exploram menos os trabalhadores, dão apoio à saúde e a carestia dos bens essenciais para viver é menor. O que querem emigrar devem meter na cabeça que a emigração é uma aventura de que só saem vencedores os que têm mais capacidade de sofrimento para trabalhar a sério e que terão de aceitar o trabalho que aparecer, coisa que muitos se recusam a fazer no mercado de empregos português. Mas tenham cuidado com os compatriotas, empresas de trabalho temporário e outras que andam pelos jornais, aldeias e vilas do interior a contratar “escravos”…
GOVERNO COMPROU DUAS FRAGATAS EM 2ª. MÃO na Holanda. Mais um esbanjamento em material bélico para ir às guerras acabadas dos outros.
AS MULHERES PORTUGUESAS DESTE SÉCULO XXI optam por sexo casual e sem tabus com homens e mulheres que lhes agrade, escolhendo-os e tomando a iniciativa de levá-los para a cama.Elas são as maiores clientes dos “sex-shops”. Não querem ter homem em casa e estão a competir com eles nas profissões e na política. As casadas começaram a ser tão infiéis como os seus maridos. Nem todas, por enquanto, mas o mundo não pára de avançar para a igualdade. E a superioridade delas começou a aparecer no horizonte humano. É a conclusão de um inquérito feito pela Publicis Portugal.
TEM FÉ NAS SUAS CUECAS o automobilista brasileiro Filipe Massa (Fórmula 1). Foi ele que confessou após ganhar o GP do Brasil ao volante de um “Ferrari”. E se os 180 milhões de brasileiros aproveitassem este exemplo para “tocar para a frente” este país que nasceu de Portugal, pois com a fé que eles têm tido em Deus e nos abundantes santos e religiões que existem pelo imenso Brasil ainda há 65 milhões a viver numa grande pobreza, miséria e degradação humana.
DEUS QUER DINHEIRO, PATRIMÓNIO, UM IMPÉRIO para combater males prioritários como o Comunismo e os que saem da linha orientadora da Palavra. Não para mudar a vida aos pobres e desfavorecidos, porque o Vaticano é grande de mais para se preocupar com ninharias –Luís Miguel Rocha, no livro “O Ultimo Papa”.
80% DO “NEGÓCIO DA CARIDADE” (IPSS’s) É DA IGREJA na região do Minho. A informação foi dada por D. Jorge Ortiga, arcebispo católico de Braga, que afirmou: “Não cabe ao Governo resolver todos os problemas dos portugueses”. Quanto mais pobres, crianças abandonadas, jovens criminosos, doentes terminais, idosos “armazenados” em lares, drogados, prostituição e marginalizados sociais existirem em Portugal, mais dinheiro o Estado dá para o apoio social religioso e do tipo empresarial. Mas continuamos a ver aumentar a vida de pobreza, fome, tuberculose. Para onde vai o dinheiro, então? É para uns poucos viverem bem e muitos continuarem a viver mal? O Estado devia fiscalizar e inquirir melhor e mais profundamente as contas das IPSS para ver como e onde são gastos os milhões nelas colocados.
BURLÃO DO ESTADO APANHADO NO SL BENFICA. Mais um. Agora foi o director do futebol “encarnado” José Veiga, que ganhava no clube da Luz (somente) 18 mil euros (3 600 contos) por mês. O tribunal (TIC) soltou-o após pagar uma caução de 500 mil euros (100 mil contos).
1 DEZEMBRO 1640: DIA DA RESTAURAÇÃO DE PORTUGAL. Hoje já há quem diga que foi um grande erro da nossa História, pois teríamos uma vida melhor sendo espanhóis.

Está de parabéns o seu director, Prof. António Faria, porque aderiu à inovação da Comunicação Social em curso na minha terra natal.
Marques Pereira (Comentar)